antecipação do dia 24 de janeiro

O A. [existem dois A. neste diário] está lendo o autor Baudrillard. É basicamente isto: os objetos conformam nossa percepção da realidade, e, quando os objetos assumem função diferente do que esperaríamos, a realidade passa à ficção. Em realidade ficcional, tudo é permitido, inclusive o jogo entre consequências e – perda de – causas. Acontece que, apesar de a realidade ser vista como ficcional, e se a perda de causas significa o reencontro com a realidade, o a priori ficcional – sendo anterioridade – impossibilita o reencontro com a realidade, unicamente porque a realidade foi o a priori substituído pelo ficcional. A solução é simples (embora o elemento obstante seja o tempo): criar separação entre realidade e real. A realidade que foi substituída pelo ficcional perdeu a configuração que tinha. A fim de desfazer o tempo enquanto elemento obstante, o seguinte: o real não é determinável pelo tempo porque o que precede o tempo é a linguagem, se a linguagem transita por qualquer temporalidade. Nesta configuração, o pensamento que está sempre à frente da realidade é o real (até porque o pensamento é a antítese de mundo objetificado).

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